Gasolina pode descer cerca de 10 cêntimos a 9 de novembro: o que dizem os primeiros dias da semana e se vale a pena esperar

Alexandre Nunes · 2026-11-04

Gasolina pode descer cerca de 10 cêntimos a 9 de novembro: o que dizem os primeiros dias da semana e se vale a pena esperar

A queda do petróleo no início da semana já chegou às cotações que servem de base ao preço nos postos. Com os dois primeiros dias da semana, a nossa estimativa preliminar aponta para uma descida de cerca de 10,8 cêntimos por litro na gasolina 95 e de 5 cêntimos no gasóleo na segunda-feira, 9 de novembro. É cedo: faltam três dias de cotações, e o Governo pode mexer no desconto do ISP na sexta-feira. Mas, para quem anda a gasolina e ainda tem meio depósito, a indicação é para esperar.

O que mudou esta semana

O preço de referência diário da ENSE (a entidade que acompanha os mercados), sem impostos, caiu de uma só vez na terça-feira, 3 de novembro: menos 9,4 cêntimos por litro na gasolina e menos 6,5 cêntimos no gasóleo face à véspera. Reflete a queda de cerca de 7% do Brent na segunda-feira, com a esperança de reabertura do estreito de Ormuz.

Comparando a média destes dois dias com a média da semana passada, e somando o IVA, chega-se a:

  • Gasolina 95 simples: de 2,001 €/l (média oficial da DGEG de terça-feira) para cerca de 1,893 €/l, menos 10,8 cêntimos. Num depósito de 50 litros, são cerca de 5,40 euros.
  • Gasóleo simples: de 2,206 €/l para cerca de 2,156 €/l, menos 5 cêntimos (2,50 euros em 50 litros).
  • GPL Auto: sobe cerca de 1,7 cêntimos, para perto de 0,996 €/l.

Se se confirmar, seria a maior descida semanal da gasolina dos últimos doze meses: a maior até agora foi de 9,4 cêntimos, na semana de 1 de junho.

Porque é que ainda pode mudar

Há três razões para cautela:

1. Faltam três dias de cotações. O petróleo continua a oscilar ao sabor das notícias do Golfo: na terça-feira de manhã voltou a subir depois de um ataque dos Estados Unidos à ilha iraniana de Qeshm, perto de Ormuz, e acabou o dia perto dos 103,6 dólares por barril. 2. O desconto no ISP pode encolher. O desconto extraordinário devolve no imposto a receita extra de IVA quando os preços sobem. Quando os preços descem, essa receita diminui, e o Governo já reduziu o desconto noutras semanas de descida: a 26 de outubro, a gasolina perdeu cerca de 1,3 cêntimos de desconto. A nossa estimativa assume o ISP atual e só conta com uma alteração quando a portaria for publicada, em regra na sexta-feira à noite. 3. As estimativas falham. Na semana passada, a nossa previsão apontava para uma subida de 5,9 cêntimos no gasóleo e a média oficial subiu 1,5. Na gasolina previa subida e o preço desceu. Uma estimativa com dois dias é sempre a menos segura da semana.

Abastecer agora ou esperar?

  • Gasolina: se puder esperar até segunda-feira, a diferença prevista é grande o suficiente para compensar, mesmo que o desconto no ISP diminua um pouco.
  • Gasóleo: a descida prevista é menor e mais incerta. Se o depósito estiver a acabar, abasteça já num posto barato. Hoje, os postos mais baratos do país vendem o gasóleo abaixo de 2 €/l, quase 30 cêntimos menos do que a média de 2,273 €/l de todos os postos: escolher bem o posto poupa mais do que esperar por segunda-feira.

Pode procurar os postos mais baratos perto de si, ver o preço de hoje ou acompanhar a estimativa da próxima semana, que é atualizada todos os dias. Os impostos em cada litro estão na página dos impostos nos combustíveis.

De onde vem a informação

A estimativa usa os preços de referência diários da ENSE (2 e 3 de novembro, comparados com a semana de 26 a 30 de outubro), o ISP da Portaria n.º 471-A/2026/1 e as médias oficiais da DGEG. A cotação do Brent é a do fecho de terça-feira em Londres, citada pelas agências. A estimativa final sai na sexta-feira, depois de conhecida a portaria do ISP.